| Saiba como cuidar de seu coração
e prevenir doenças a partir de 10 dicas. 1.
Manter o peso ideal. Isso significa ter um IMC (índice
de massa corpórea, número obtido por meio da divisão do peso
pela altura ao quadrado) entre 18,5 e 25. Com um índice maior
do que 25, a pessoa é considerada com excesso de peso e, acima
de 30, obesa. A obesidade, que hoje atinge 13% da população
brasileira, aumenta o risco de doenças cardiovasculares, diabetes
e hipertensão. Além de controlar o ganho de peso em geral,
deve ser observado especialmente o aumento da gordura abdominal,
associado ao aumento de triglicérides, HDL (o "bom"
colesterol) baixo, e um risco ainda maior de diabetes e hipertensão
2. Comer com qualidade e em pouca quantidade.
Reduzir o consumo de gorduras trans e de origem animal, moderar
no açúcar e nos carboidratos simples, aumentar a ingestão
de fibras -principalmente as solúveis, que diminuem a absorção
de açúcares e o nível de colesterol "ruim" no organismo.
Além disso, a menor ingestão de calorias totais (não importa
a fonte) não só evita o excesso de peso como também está associada
ao aumento da expectativa de vida
3. Controlar o consumo de sal. Estima-se
que entre 15% e 20% da população é sensível ao sal, apresentando
maior risco de ter hipertensão -conhecida como "doença
silenciosa", porque pode se desenvolver por anos sem
que o indivíduo perceba os sintomas- que é um importante fator
de risco de infartos. No Brasil, média de consumo de sódio
total (incluindo sal de cozinha e alimentos industrializados)
é de 12 gramas diárias, o dobro da quantidade recomendada
pelos médicos para pessoas saudáveis e três vezes a quantia
preconizada para quem tem hipertensão grave ou complicações
cardiovasculares.
4. Praticar atividades físicas. Além de
controlar o ganho de peso, a atividade física de intensidade
de leve a moderada, praticada de três a cinco vezes por semana
por, no mínimo, 30 minutos, melhora a pressão arterial, diminui
a sensibilidade à insulina e o risco de formação de tromboses
e "economiza" o coração, modelando-o para trabalhar
mais devagar e de forma mais ritmada. Os mais recomendados
são os exercícios dinâmicos (aeróbicos) como caminhada, ciclismo
e natação.
5. Largar o cigarro e, na medida do possível, ficar
longe de ambientes de fumantes. O cigarro aumenta
o risco de trombose e é um fator desencadeador de infarto
e AVC (acidente vascular cerebral). O fumante passivo também
está exposto a esses riscos, evidentemente em menor grau.
Superadas as dificuldades de parar de fumar, os benefícios
surgem rapidamente: os riscos cardiovasculares atribuídos
ao cigarro diminuem em 50% seis meses após o abandono do vício
e são zerados após cinco anos sem fumar.
6. Checar, periodicamente, a pressão arterial.
Segundo estudos feitos nos Estados Unidos, quase 1/3 dos hipertensos
não sabe que tem a doença. A pressão deve ser medida desde
a primeira infância, durante as consultas de rotina no pediatra.
A partir dos 40 anos, recomenda-se a medição de pressão duas
vezes por ano, pelo menos; depois dos 65 anos, ela deve ser
medida a cada três meses. Estima-se que 90% das pessoas com
mais de 55 anos desenvolvam algum grau de hipertensão
7. Checar, em exames laboratoriais, os níveis de
colesterol total, LDL, HDL, triglicérides e glicemia.
O mais comum é que, em pessoas saudáveis e sem fatores de
risco, esses exames comecem a ser feitos periodicamente a
partir dos 40 anos. Se não houver alteração ou outros fatores
de risco, o exame deve ser refeito a cada cinco anos. Mas
a tendência, segundo as orientações mais recentes das sociedades
médicas, é começar a medir o colesterol mais cedo - uma primeira
medição pode ser feita aos dez anos, principalmente em crianças
com tendência à obesidade.
8. Administrar o estresse. Esse é mais do
que causa imediata, um gatilho para o desencadeamento de doenças
cardiovasculares. Em situações estressantes, o organismo reage
aumentando a freqüência cardíaca e a quantidade de açúcar
no sangue, entre outras coisas. Se há predisposição para distúrbios
cardiovasculares ou diabetes, por exemplo, essas situações
podem propiciar o surgimento da doença
9. Procurar tratamento médico quando há fatores de
risco ou doença já estabelecidos, como colesterol alto, hipertensão
e diabetes. A adoção de bons hábitos alimentares
e de vida torna-se ainda mais importante nesses casos, mas
não costuma ser o suficiente para melhorar o problema. São
indispensáveis o tratamento e o acompanhamento médico feito
de forma regular e, em longo prazo e a aderência do paciente
à terapia prescrita
10. Amar e ser amado, dar risada, sair da rotina,
ser feliz. Tudo o que é bom para a saúde da mente
interfere diretamente na saúde do coração. Aprender a viver
com menos ansiedade, tristeza ou mau humor pode evitar e adiar
o aparecimento de doenças e, quando elas já estão instaladas,
facilitar o seu controle. |